Em 2019 escolhi um lema para o ano. Nunca havia definido um lema ao invés de criar uma lista infinita de metas. A ideia surgiu depois de um programa de autoconhecimento que fiz e após ver a dica da Thaís Godinho, especialista em organização e produtividade.

Ouça o conteúdo:

Pensei ser bastante coerente ter um lema, uma palavra guia, para meu ano novo, algo para sempre ler ou lembrar em qualquer momento ou decisão do ano. Em 2019, a palavra/lema foi autoconfiança. Fez total sentido porque estava passando por um momento de transição de carreira, enfrentando desafios novos, me jogando por mares nunca navegados. Para enfrentar o novo, eu precisava acreditar em mim, acreditar que eu seria capaz de passar pelas dificuldades que pudessem surgir.

Com o lema, adotei também o mantra “eu entrego, eu confio, eu aceito, eu agradeço”, do professor Hermógenes, um dos grandes divulgadores da Yoga no Brasil. Repeti o mantra todos os dias de 2019, ao acordar e ao deitar, além de sempre quando sentia a necessidade e durante a prática de meditação.

Foi um ano difícil, mas me apegar a algo, me ajudou a passar pelos desafios com um pouco mais de otimismo. Eu tenho tatuado no braço a palavra believer, título de uma música da banda Imagine Dragons. Believer vem de crente, aquele que crer, que tem fé em algo, em alguém, que acredita que há mais no mundo que apenas nós humanos e acreditar faz seguir adiante.

É o mesmo que acreditar na utopia, não como uma realidade inalcançável, mas como uma forma de continuar caminhando, sem perder a esperança de fazer, de ser, algo melhor. Como disse o mestre Eduardo Galeano, “para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar”.

O mestre Galeano que me faz lembrar de outro, Paulo Freire e sua ideia de esperançar. Uma esperança motivada por uma espera ativa, de quem corre atrás, de quem constrói.

Para 2020, eu escolhi “aprofundar” como lema do ano. Se em 2019, passei por um processo de autoconhecimento e de autoconfiança, chegou a hora de me aprofundar no que conheci, no que confiei, no que encontrei durante essa jornada. É a vez de mergulhar mais ainda em mim, no que acredito, nos meus projetos, naquilo que realmente me faz feliz.

Logo depois que escolhi o lema para 2020, me deparei com a seguinte frase do escritor português Valter Hugo Mãe: “Ser o que se pode é a felicidade. A felicidade é a aceitação do que se é e se pode ser”. O “ser o que se pode” não é limitar, mas aceitar que cada um pode ser de um jeito, e assim cada um tem a sua maneira de ser feliz.

O aprofundar em mim é uma forma de aceitar quem eu posso ser.

Um 2020 de aprofundamentos para todos nós.

 

Imagem: coolgraphic | istock

Conteúdo em vídeo:

3 Comentários

  1. Gabe Pinheiro 13/01/2020 às 14:13

    Desde 2018 eu venho escolhendo um lema para o meu ano e posso dizer que foi uma escolha muito boa. O apego as metas e a preocupação de “preciso cumprir isso ou aquilo”, foram embora e agora eu foco em desenvolver o lema (ou tema) que escolhi em cada área da vida de acordo com que o momento que estou passando, com calma e respeitando o tempo das coisas. O meu lema desse ano é coragem.

    Resposta
    1. Jeniffer Geraldine - Arquivos do autor 13/01/2020 às 16:00

      Tenho a mesma sensação que você desde quando comecei a escolher lemas ao invés de metas. Sucesso e coragem em 2020. bjão

      Resposta
  2. Pingback: Planos para 2020 - Entretenimento & Cultura - Jeniffer Geraldine

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *