Leituras marcantes de 2022

Todos os livros que li em 2022

Chegou o momento de compartilhar as leituras marcantes de 2022, a famosa retrospectiva literária ou o famoso top leituras do ano. 

A minha única vontade em relação às leituras para 2022 era abrir espaço para livros leves. Eu queria ler algo gostosinho, que me levasse para um lugar acolhedor, um pouco tranquilo e com a certeza do final feliz. O motivo desse desejo foi ter constatado que minhas leituras dos últimos anos foram muito densas. Li bastante livros que abordam temáticas sociais e, confesso que, ficou puxado ler algo nessa linha em 2022 por conta do caos que estava/está o nosso Brasil (um caos que vem se arrastando e desgastando as pessoas há pelo menos 4 anos). Busquei a leitura como respiro para a enxurrada de notícias, debates políticos, fake news e tudo mais. 

Eu considero uma leitura marcante e, consequentemente, uma boa literatura quando a história nos acompanha de plano de fundo enquanto vivemos nossas vidas e esperamos o momento de, enfim, podermos sentar e continuar a leitura. Os livros que vou compartilhar a seguir possuem essa característica, por isso os chamo de leituras marcantes.

Comecei o ano lendo Malibu Renasce, da minha autora norte-americana favorita do momento, Taylor Jenkins Reid. Os livros da Taylor são muito visuais. Impossível não querer ver na tela as cenas lindas em Malibu, a beleza dos irmãos Riva e todas as suas desventuras. Dessa maneira, ficamos imersos na história. Mesmo longe das páginas, lembramos das personagens, dos seus conflitos e desejos.

Ainda no início de 2022, realizei a leitura de O Avesso da Pele, de Jeferson Tenório, para o Clube do Livro Alagoinhas. É um livro com tom confessional, de memórias, que aborda a complexidade que é a experiência de ser um homem negro ou mulher negra em uma sociedade racista.

Outro livro marcante foi A pequena livraria dos sonhos, da Jenny Colgan. Essa é uma obra totalmente da categoria leve e ainda tem como tema o poder transformador da literatura. 

Consegui um grande feito em 2022, fiz duas releituras – Dom Casmurro, do Machado de Assis, e Torto Arado, de Itamar Vieira. Coloco-os na mesma linha porque para mim ambos são clássicos, marcantes e inesquecíveis. Além de terem também algumas das minhas personagens favoritas, Capitu (ou o que eu imagino dela) e Belonísia. 

Acredito que todo mundo costuma ler algum livro por causa do título e da capa, por aqui aconteceu com Os Tais Caquinhos, de Natércia Pontes. Um livro que me conquistou pela estranheza causada. Um romance de formação trágico com uma família disfuncional em que eu ia realizando a leitura e pensando na palavra decadência e o sentimento de estranheza aumentava. Mas que, ao final, percebi que não era estranheza e nem decadência, apenas sobrevivência.

Outro fato marcante do meu ano literário foi, finalmente, ter realizado o desejo de começar a ler a série de livros Virgin River, da autora norte-americana Robyn Carr. Sou fã da série produzida pela Netflix e desde 2019 digo que vou ler os livros. Aproveitei que o combinado maior do ano era ler livros leves e apenas virei a primeira página. Olha, foi difícil largar. Emendei o primeiro, Virgin River – um lugar para sonhar, e o segundo livro Virgin River – Um refúgio nas montanhas, mesmo tentando fazer uma pausa. E só não fui para o terceiro porque precisei me dedicar aos livros para estudos. Ao ler os livros percebo que amo a história criada pela Robyn Carr nas telas e nos livros também! A ideia de uma cidadezinha linda, no meio do nada, com uma comunidade afetuosa me encanta muito. 

Em 2022, também li alguns livros de não-ficção que foram as leituras necessárias para o ano. Destaco os títulos: A exaustão no topo da montanha, de Alexandre Coimbra;  Sobre a brevidade da vida, do Sêneca; Pedagogia da autonomia, do Paulo Freire. 

Importante mencionar que quase no finalzinho do ano voltei a ler histórias de vida (autobiografias, biografias, diários). É uma categoria que amo ler, mas que estava esquecida na estante de livros. Tirei a poeira com Ricardo e Vânia, do Chico Felitti. Apesar de saber da história, a narrativa do Chico nos prende. Através das vidas de Ricardo e Vânia podemos pensar sobre a discriminação de pessoas LGBTQIA+. E também fica evidente a importância da família no combate ou propagação da homofobia.

Eu tirei a poeira também com livros infantis. Li o Urso-Coelho, da Andrea J. Loney, com ilustrações de Carmen Saldña, que aborda as temáticas empatia e diversidade.

Fico feliz em perceber que consegui realizar alguns desejos literários, tirei a poeira de algumas categorias e tive espaço para os livros leves e ficção. Em 2023, quero continuar seguindo esse ritmo. Vou contando por aqui!

Na Amazon – Todos os livros citados na publicação:

Malibu Renasce

O avesso da pele

A pequena livraria dos sonhos

Dom Casmurro

Torto Arado

Os Tais Caquinhos

Virgin River – um lugar para sonhar

Virgin River – Um refúgio nas montanhas

A exaustão no topo da montanha

Sobre a brevidade da vida

Pedagogia da autonomia

Ricardo e Vânia

Urso-Coelho

Confira também outras publicações do blog:

Malibu Renasce (Taylor Jenkins Reid) – A Primeira Leitura De 2022

Em busca de leituras leves

O avesso da pele (Jeferson Tenório)

Sobre a brevidade da vida

A exaustão no topo da montanha (Alexandre Coimbra)

O Urso-Coelho – um livro sobre empatia e diversidade

Sobre a leitura de Virgin River – Um lugar para sonhar

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