Laerte-se

Laerte-se é o primeiro documentário brasileiro da Netflix. Dirigido por Eliane Brum e Lygia Barbosa da Silva, o filme conta como foi (e ainda está sendo) o processo de transformação e autoaceitação da cartunista Laerte como uma mulher transgênero.

Enquanto faz reforma na casa e decide se coloca ou não implante nos seios, Laerte vai contando de forma sincera e bem-humorada sobre esse processo íntimo e libertador que é se aceitar e se mostrar ao mundo de verdade. E apesar de não gostar de ser objeto de pesquisa e foco de atenção, a cartunista não deixa de expor para as câmeras algumas de suas verdades e medos.

Laerte se assumiu como trans em 2008. E o processo iniciou através da arte, quando seu personagem Hugo começou a gostar de se vestir como mulher e sair aos sábados à noite como Muriel. Nesse tempo, ela já era famosa, tinha casado três vezes e tinha três filhos. E tudo isso faz com que ela encare o seu ato não como coragem, mas sim como necessidade de liberdade.

A cartunista diz que está fazendo uma investigação da mulher que pode ser. Analisa dentro do universo feminino o que te expressa e te cabe. É um documentário bonito que reflete também sobre o ser mulher, em todos os possíveis aspectos.

Laerte ainda comenta sobre movimentos trans e suas exigências, os rótulos, momento político brasileiro, seu processo de criação, e o relacionamento com os pais e família. São diversos assuntos que permeiam a vida humana sob o olhar sincero, complexo, um pouco tímido e bem-humorado da cartunista.

  • Faltou: legenda com os nomes dos outros participantes do documentário e informações sobre as imagens que aparecem da infância de Laerte com a família.

Espalhe “Laerte-se” por ai! 😉