Happy – afinal o que é a felicidade?

Já faz um tempo que li numa crônica de Martha Medeiros que a sua felicidade não é a minha, e a minha não é a de ninguém. Ou seja, felicidade é algo relativo. Posso ser feliz lendo livros e você pode ser feliz não lendo livros. E isso de “pode ser” e “pode não ser” se aplica pra muita coisa.

Sei que independente da relatividade, todo mundo busca ser feliz, à sua maneira, do seu jeitinho. Pode ser um jeito torto, louco, mas é único e só quem vive é quem sabe. E assim sabemos que podem existir várias definições do que é felicidade.

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O documentário Happy produzido por Roko Belic e lançado em 2011 pretende nos fazer refletir sobre o que é a felicidade genuína. Roko ouviu pessoas de diferentes países e classes, além de especialistas e pesquisadores. Uma produção que faz um mapa do que é ser feliz no mundo. E tem de tudo que podemos imaginar.

Além de encontrar diversos personagens que possuem maneiras diferentes de ser feliz e buscar a felicidade, a produção nos alerta para algumas questões importantes nos dias de hoje, como por exemplo, a morte por excesso de trabalho no Japão, chamada de Hariko. É uma realidade lá do outro lado do mundo mas que, infelizmente, podemos encontrar histórias no Brasil.

Happy também fala do estado flow, aquele estado de consciência em que mente e corpo se encontram em harmonia. Geralmente entramos nesse estado quando desenvolvemos alguma atividade e sentimos prazer apenas em fazê-la, sem pensar no antes ou no depois, mas com foco no durante.

E quando buscamos ser feliz é para nós ou para alguém? Especialistas ouvidos no Happy mostram que há dois tipos de felicidade: intrínseca e extrínseca.

Intrínseca é quando buscamos felicidade em nossos desejos internos para nossa realização pessoal. Não está relacionada com o mundo externo mas com que buscamos para nossa paz interior. Já a extrínseca é quando fazemos algo para ser reconhecido por alguém ou pela comunidade. Muita vezes não sentimos prazer em realizar uma tarefa, por exemplo, mas a reação positiva dos outros pode nos deixar feliz.

Um outro ponto apresentado por Happy é a vida em comunidade – quais os benefícios e como é importante para algumas pessoas viver em conjunto. A experiência pode ser positiva para muita gente porque tira do centro “o que eu não tenho” e coloca “o que eu posso compartilhar”. Viver em comunidade para muitos é, inclusive, fugir da depressão, da insegurança e da solidão. Há também aqueles que dedicam a vida aos outros. Muitos não entendem mas há quem encontre a felicidade plena sendo altruísta.

No final, o documentário nos passa algumas mensagens importantes que não podemos esquecer: experimente coisas novas; a felicidade não é a mesma para todos; e quanto mais felizes somos mais feliz o mundo é.

11 Comentários

  1. Marilourdes Reply

    Boa tarde, o documentário sobre felicidade sintetiza tudo que precisamos entender sobre o tema. Muito bom, parabéns!

    • Jeniffer Geraldine Reply

      Olá, Marilourdes! Um documentário muito bom. Se tiver a oportunidade, veja.
      Bom te ver por aqui.
      Bjao

  2. Num dos meus livros favoritos da vida, a felicidade é descrita como o que esperamos que vamos sentir com a realização de um desejo. Quer dizer que a felicidade não é algo que permaneça, e acho que é isso que frustra a humanidade, não sentir uma euforia prolongada. O ser humano não é capaz de apreciar a felicidade que vem em pequenas doses, por inúmeros fatores, principalmente por uma pressão externa.

    Achei interessante a idéia desse documentário, quando puder, vou conferir 😉

    • Jeniffer Geraldine Reply

      Oi, Vy. Pois é… Muita gente vai deixando de apreciar os pequenos momentos pq acredita que ser feliz é constante e explosivo. Às vezes pode até ser, mas certeza de que nem sempre será. Q
      Indica o livro. Fiquei curiosa também. E veja o doc, acho que vc pode gostar.
      Bjao

  3. Marilene de Santana Reply

    Felicidade é tão relativa que a sinto nas pequenas e grandes coisas, como comprar uma blusa que vi na vitrine e me apaixonei na primeira olhada. Por isso acredito q a felicidade tb está racionada a paixão pq quando nos apaixonamos por algo grande ou pequeno ou por alguém, a felicidade brota intrinsicamente mudando, transformando, repaginando todo o nosso exterior e tudo ganha cor, brilho e sentido e isso se expande,.torna – se grandioso, divino até.

    • Jeniffer Geraldine Reply

      Verdade, Leninha!
      Cada um tem seu jeitinho de ser feliz. Eu tb fico muito feliz comprando umas blusinhas novas hahhaha
      Bom te ver por aqui.
      Bjao

  4. Ana Rita Maciel DE Faro Reply

    Você escreve divinamente !!!Amei tudo que escreveu sobre felicidade!!!Parabéns!!!

    • Jeniffer Geraldine Reply

      Obrigada, Ana Rita!
      Bom te ver por aqui.
      Bjao!

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