Flipped (O Primeiro amor)

Às vezes tudo que a gente precisa é de um filme fofo para animar a semana e acredito que Flipped cumpre bem esse papel.

O primeiro amor é um filme de 2010 dirigido por Rob Reiner, o mesmo diretor de Conta Comigo, e é baseado no livro Flipped, da escritora Wendelin Van Draanen. A história se passa nos anos 60 e tem como personagens principais Juli (Madeline Carroll) e Bryce (Callan McAuliffe), que se conheceram quando ambos tinham sete anos, após Bryce se mudar para vizinhança que Juli morava.

Para Juli foi amor à primeira vista, já para Bryce não. Ele achava a menina estranha e queria distância dela. Então várias vezes arrumou desculpas ridículas para afastar Juli, ao invés de ser honesto. O que o torna um grande babaca e faz com que a torcida para que Juli desista dele, e vá seguir sua vida, cresça e muito. Até que ambos estão com 13 anos e o jogo vira! E aí, só assistindo para saber o que fez o jogo virar e como tudo isso vai acabar.

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“Ele era tão tímido, tão fofo e seu cabelo cheirava como melancia.”

Flipped me conquistou por mostrar os dois lados da história. Para todos os fatos, conhecemos a versão de Bryce e logo em seguida a de Juli. O que deixou o filme dinâmico e cria aquela expectativa para saber como cada um lidou com determinado acontecimento. E isso também acaba mostrando o quanto a família e os amigos influenciam no amadurecimento das crianças e nas suas escolhas diante dos obstáculos e adversidades da vida. Já que é impossível deixá-los longe dos dramas familiares por mais que se tente.

A família é presente durante todo filme. Os personagens principais possuem famílias com modos de vida diferentes. Juli tem pais e irmãos bem simples e Bryce tem um lar que possui o padrão de vida financeiro mais alto e por causa disso a sua família acha que tem o direito de lançar julgamentos sobre o modo de vida dos seus vizinhos. Deixar os parentes participarem e influenciarem na história deles foi outro ponto que me chamou atenção no filme.

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Não preciso nem falar que a todo instante eu torcia pelo bem de Juli. Me identifiquei muito com a relação que ela tem com a família e o modo de ver a vida que ela começou a formar. A menina tinha a mania de subir numa árvore para poder olhar o todo, o céu, ouvir os pássaros, apreciar o nascer do sol. E o modo como ela amadureceu e começou a ver tudo de maneira diferente é algo lindo de acompanhar.

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"Alguns de nós são pálidos, outros brilhantes e outros são coloridos, mas, de vez em quando encontramos alguém que é irradiante... E quando encontramos, não há nada que se compare."

“Alguns de nós são pálidos, outros brilhantes e outros são coloridos, mas, de vez em quando encontramos alguém que é irradiante… E quando encontramos, não há nada que se compare.”

Indico para quem gosta de filmes sobre primeiro amor mas principalmente sobre amadurecimento. É daquele tipo que eu gosto sempre de trazer aqui para aquecer o coração.

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Escrito por Jeniffer Geraldine
Baiana, escritora, jornalista e professora. Apaixonada por livros, fotografia, séries, filmes, pôr do sol, olhar pela janela, música e viajar.