Oscar 2018: maratona e meus palpites

Finalizei em fevereiro a maratona do Oscar 2018. Foi bem tranquilo fazê-la porque foquei apenas na lista de indicados ao melhor filme e ainda tirei os de guerra (porque não sou obrigada rs). Vi muita coisa boa, algumas produções entraram até para lista de favoritos da vida.

Nos dois vídeos abaixo comento sobre os filmes que vi. Na parte I tem Três anúncios para o crime e Me chame pelo seu nome. Na parte 2, The Post – A guerra secreta, Trama Fantasma e Projeto Flórida. Mas eu também vi Corra!, Lady Bird, A forma da água e Viva – a vida é uma festa (indicado a melhor animação).

 

Fica bem difícil dar algum palpite, mas tentarei. Vou me inspirar no Luke, do Um Café com Luke, e usar cores: vermelho – para quem estou torcendo; azul – para quem acho que vai ganhar; rosa – se estou torcendo e acho que vai ganhar. 😀

MELHOR FILME:

Me chame pelo seu nome

O destino de uma nação

Dunkirk

Corra!

Lady Bird – É hora de voar

Trama Fantasma

The Post – A Guerra Secreta

A forma da Água (o que seria ótimo também)

Três anúncios para um crime

MELHOR DIRETOR:

Martin McDonagh — Três anúncios para um crime

Jordan Peele — Corra! (o que seria ótimo também)

Greta Gerwig — Lady Bird: É hora de voar

Paul Thomas Anderson — Trama fantasma

Guillermo del Toro — A forma da água

MELHOR ATRIZ:

Sally Hawkins — A forma da água

Frances McDormand — Três anúncios para um crime

Margot Robbie — Eu, Tonya

Saoirse Ronan — Lady Bird: É hora de voar

Meryl Streep — The Post – A Guerra Secreta

MELHOR ATOR:

Timothée Chalamet — Me chame pelo seu nome

Daniel Day-Lewis — Trama Fantasma

Daniel Kaluuya — Corra!

Gary Oldman — O destino de uma nação

Denzel Washington — Roman J. Israel, Esq.

MELHOR ATOR COADJUVANTE:

Willem Dafoe — Projeto Flórida

Woody Harrelson — Três anúncios para um crime

Richard Jenkins — A forma da água

Sam Rockwell — Três anúncios para um crime

Christopher Plummer — Todo o Dinheiro do Mundo

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE:

Mary J. Blige — Mudbound

Allison Janney — Eu, Tonya

Lesly Manville — Trama Fantasma ( o que seria ótimo também)

Laurie Metcalf — Lady Bird: É hora de voar

Octavia Spencer — A forma da água

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO:

Me chame pelo seu nome — James Ivory

Artista do desastre — Scott Neustadter e Michael H. Weber

A Grande Jogada— Aaron Sorkin

Logan — Scott Frank, James Mangold e Michael Green

Mudbound: Lágrimas sobre o Mississipi — Virgil Williams and Dee Rees

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL:

Doentes de Amor — Emily V. Gordon e Kumail Nanjiani

Corra! — Jordan Peele

A forma da água — Guilermo Del Toro

Lady Bird: É hora de voar — Greta Gerwig

Três anúncios para um crime — Martin McDonagh

Obs: eu só vi uma animação que foi “Viva, a vida é uma festa” e gostaria MUITO que ela ganhasse.
A cerimônia do Oscar acontece no dia 04 de março. Quais são seus palpites?

Lady Bird – A hora de voar

Com roteiro e direção de Greta Gerwig, a dramédia “Lady Bird – A hora de voar” recebeu cinco indicações ao Oscar 2018. Além de já ter sido o vencedor do Globo de Ouro em duas categorias (melhor filme cômico e melhor atriz em filme cômico). E Greta entrou para a história como a quinta mulher indicada ao prêmio de melhor direção.

Gerwig  também é roteirista de Frances Ha, um dos meus filmes favoritos da vida, que aborda o início difícil da vida adulta. Já em Lady Bird temos Christine “Lady Bird” McPherson (Saoirse Ronan) na transição entre a adolescência para fase jovem adulta. O que me conquista nos filmes da Greta é justamente o enfoque dado aos momentos de transição, que são quase sempre comédias dramáticas também na vida real.

Christine não gosta do seu nome, vive em Sacramento (também não gosta de Sacramento), estuda em um colégio católico, tem um relacionamento difícil com a mãe (ambas têm um gênio forte) e deseja sair voando para longe disso tudo, de preferência para uma faculdade em Nova York.

É interessante ver como ela nega tudo o que tem. Às vezes não fazemos isso? Acreditamos que o melhor não é o aqui e o agora? É algo ainda a ser conquistado e que não está próximo de onde estamos e nem no meio em que já vivemos. Lady Bird faz exatamente isso: nega tudo. Talvez por desejo de querer sempre mais (não há problema nisso se for em boa dosagem) e também por imaturidade.

O relacionamento com a mãe é outro ponto importante na dramédia. São parecidas, possuem gênios fortes, se amam, mas uma é o desafio da outra. A mãe Marion (Laurie Metcalf) tem uma postura que é definida e defendida, até pela própria Lady Bird, como um amor severo. O zelo excessivo, a crítica, a proteção são todos sinônimos de amor. Essa relação entre mãe e filha é parte importante na história e no amadurecimento de Lady Bird.

– Por que você não pode dizer que eu estou bonita?
– Pensei que você nem ligava pro que eu acho.
– Eu ainda quero que você ache que eu estou bonita.
– Desculpe, eu estava falando a verdade. Quer que eu minta?
– Não, eu só queria… Eu queria que você gostasse de mim.
– Claro que eu te amo.
– Mas você gosta de mim?
– Eu quero que você seja… a melhor versão de você que conseguir ser.
– E se essa já for a melhor versão?

Foi divertido e emocionante acompanhar a trajetória de Lady Bird. E o mais bonito é que na hora de voar, na hora que ela consegue ser quem queria ser, ela se reconhece como Christine, a menina católica de Sacramento, o que é uma parte do que ela é.

No final fica uma mensagem que toca bastante a menina que saiu da sua cidade natal aos 17 anos (eu): Voe por aí, mas não esqueça de onde você deu o primeiro impulso para voar. É sua história, sua vida, parte do que você é e sempre será, não adianta negar.

 

– Eu li seu ensaio da faculdade, você claramente ama Sacramento.

-Eu amo?

-Bem, você escreve sobre a cidade com tanto carinho e cuidado…

-Eu estava apenas descrevendo.

-Bom, pareceu amor.

-Claro, acho que presto atenção.

-Não acha que talvez sejam a mesma coisa? Amor e atenção?

Timothée Chalamet (Me chame pelo seu nome), Saorise Ronan e a diretora Greta Gerwig durante as gravações.

Universal Pictures iniciou em 8 de fevereiro uma série de pré-estreias pagas de “Lady Bird – A Hora de Voar” pelo Brasil. E a estreia está marcada para o dia 15 de fevereiro.

 

Espalhe “Lady Bird – A hora de voar” por aí! 😉

O que te faz mais forte

“O que te faz mais forte” é um filme baseado no livro homônimo de  Jeff Bauman e Bret Witter. Jeff teve suas duas pernas amputadas após ser vítima de um atentado terrorista na Maratona de Boston, em 2013, e virou símbolo de heroísmo e superação.

A produção tem o ator Jake Gyllenhaal (Animais Noturnos) em uma atuação brilhante como Jeff e Tatiana Maslany (Orphan Black) como a namorada, Erin Hurley. Erin ia correr na maratona e Jeff resolveu ir torcer por ela. Seria mais uma tentativa de reconquistá-la, já que eles estavam separados havia algum tempo. Enquanto a esperava, próximo da linha de chegada, ocorreu o atentado que deixou 264 feridos e causou a morte de três pessoas.

Bauman sobreviveu mas precisou ter suas duas pernas amputadas. E passou a ser um dos símbolos da Boston Strong, uma campanha de apoio aos sobreviventes e familiares do atentado e também um incentivo para que a população não deixasse os terroristas vencerem. A vida de Bauman mudou completamente, não só pelo fato de que agora ele precisaria mudar toda sua rotina em função da reabilitação mas, principalmente, porque ele se tornou um herói para milhares de pessoas.

Jeff recebia cartas, convites para eventos e programas (inclusive da Oprah) e tinha uma vida quase de celebridade. Me fez pensar o quanto a sociedade precisa de um herói, de um salvador, alguém que inspire e motive a uma vida melhor. Só que enquanto a mídia e sua família, principalmente a mãe Patty (Miranda Richardson), reforçavam o título de herói, Jeff não se via assim e chegou até a questionar: sou um herói por ter perdido as pernas?

O filme é um drama que tem seus momentos tensos e de dor, mas consegue ter algumas cenas de leveza pela personalidade de Jeff e sua família bem agitada. Desde o início temos a impressão de que ele é um rapaz de bem com a vida, que tenta levar quase tudo numa boa. Esses traços da sua personalidade vão aparecer durante o processo de reabilitação e traz para nós alguns cenas de descontração.

O relacionamento com a mãe alcoólatra que trata o filho como um menino mimado é bem interessante de acompanhar. Ela quer a todo custo aproveitar as oportunidades que surgem e reforça para mídia e sociedade que seu filho é um herói. Já o seu namoro com a Erin por algum momento eu pensei que fosse cair totalmente na culpa e no ressentimento, mas isso não acontece. E ela se torna alguém essencial no seu processo de amadurecimento e reabilitação.

“O que te faz mais forte” mostra que muito (ou quase tudo) da vida é uma jornada pessoal. Podemos ter o apoio da família, dos amigos, dos amores, o mundo pode acreditar que somos fortes, que somos heróis, mas isso tudo só se concretiza se nós acreditarmos que somos heróis.

O ator Jake Gyllenhaal e Jeff Bauman. | Foto: Site Festival do Rio

O filme chega às telas de cinema em 8 de fevereiro, com distribuição nacional pela Paris Filmes. Vá ao cinema se emocionar com essa bela história de superação! 😉 

  • O livro chegou ao Brasil pela editora Vestígio, do Grupo Autêntica. Confira na Amazon!

Confira minha opinião em vídeo:

Espalhe “O que te faz mais forte” por aí! 

Um poema sussurrado por alguém apaixonado

O título desse texto é uma citação do filme A forma da água, dirigido por Guillermo del Toro e que foi escrito por ele e Vanessa Taylor. O longa recebeu 13 indicações ao Oscar 2018, além de já ter recebido alguns outros prêmios importantes, como o Globo de Ouro de melhor diretor.

Escolhi esse título porque foi exatamente assim que me senti quando terminei de assistir o filme. A forma da água é uma história de amor, um conto de fadas sombrio, em que o monstro fica no final com a mocinha.  Toro, um apaixonado por monstros, fez questão de deixar claro sua referência e homenagem ao clássico O monstro da Lagoa Negra (1954).

Em A forma da Água temos Elisa, interpretada brilhantemente por Sally Hawkins, que é faxineira de uma base militar durante a década de 1960, período da Guerra Fria. Lá, Eliza se apaixona por um ser que foi encontrado e capturado pelo coronel Richard Strickland, vivido pelo ator Michael Shannon (que conseguimos odiar do início ao fim do filme). Essa criatura, vivida por Doug Jones, foi levada até o laboratório da base para ser estudada e quem sabe utilizada na guerra e na corrida espacial.

Elisa não fala, mas escuta. Sendo assim, a sua comunicação é feita através da linguagem de sinais, o que deu ao filme um silêncio encantador, além de uma calma e leveza poética. O mais interessante é que Elisa vai conseguir ensinar a linguagem de sinais a essa criatura e assim estabelecer uma comunicação mostrando também que esse ser é inteligente, pode se comunicar e entender emoções.

Através desse relacionamento entre espécies diferentes, A forma da água vai passar a mensagem de que toda forma de amor é válida, que é possível amar de diferentes maneiras. Uma das cenas mais encantadoras é quando Elisa conversa com seu melhor amigo Giles (Richard Jenkins) e tenta explicar o motivo do seu amor por essa criatura. O motivo é bem simples, mas complexo em se tratando de relações e expectativas.

Quando ele olha para mim… O jeito que ele olha para mim… Ele não sabe o que falta em mim. Ou como sou incompleta. Ele só me vê pelo que sou. Como eu sou. E ele fica feliz em me ver, todas as vezes. Todos os dias.

O filme ainda tem algumas subtramas interessantes, como a do próprio coronel Strickland, um homem estressado que vive a pressão do seu trabalho, machista, e bem fácil de ser odiado por todos ao seu redor. Os amigos de Elisa também são pontos importantes na história, Giles é um artista solitário que vive triste por conta da idade e fracassos amorosos (falando bem superficialmente) e Zelda (Octavia Spencer) que é um símbolo da força da mulher no filme, ao mesmo tempo que seu personagem também nos faz pensar sobre desigualdade de gênero e preconceito racial.

E além de todo enredo, o filme também me encantou através da fotografia, cenário e trilha sonora. Permanece o tom verde na tela para reforçar o poder que água tem em toda história. E o cenário bem vintage com direito a Elisa morando na parte de cima de um cinema faz brilhar os olhos de quem gosta um pouco de nostalgia. A trilha sonora produzida por Alexandre Desplat (O Grande Hotel Budapeste) é daquelas de acalmar e vibrar o coração.

Acredito que fui enfeitiçada por esses elementos acima porque ao final do filme, eu me senti cheia de amor de um jeito estranho mas maravilhoso. Foi realmente como se tivessem sussurrado no meu ouvido um poema escrito por alguém apaixonado.

Espalhe “Um poema sussurrado por alguém apaixonado” por aí! 😉

CINELOG#2 – Your Name e Power Rangers

Mais duas super indicações de filmes para você conferir. Por aqui foi uma sessão nostalgia e outra para sair da zona de conforto.

 

Power Ranger (2017)

Novo Power Rangers. Nossa, que nostalgia boa! Eu era muito fã do seriado. Sempre assistia e queria ser uma power ranger.
Nesse filme, a gente vai ter uma nova formação dos Rangers. Eles são adolescentes e estão naquela fase problemática de descobertas: quem eu sou? o que farei da vida? E também passando por problemas em casa e na escola. Eu gostei dessa pegada drama teen. E do que eles vão ter que passar pra se tornar um Ranger de verdade. É um filme de apresentação desse novo time, então, no geral, toda ação ficou pro final e nem foi muito explorada.
Vale pela nostalgia. Vibrei demais com os momentos que lembram o seriado (principalmente quando tocou a famosa música). Deu vontade de maratonar o seriado! Vale a pena ver pra matar a saudade.
Espero muito que tenha uma boa continuação porque merece.

Your Name (2016)

Faz tempo que não vejo uma animação e aí resolvi ver o anime japonês Kimi no Na wa (em inglês ficou Your Name, e quando for pra Globo vai ser algo tipo Vidas trocadas).
A premissa da animação é bem batida, dois adolescentes trocam de vidas através de sonhos, após um cometa cair no Japão. Temos a Mitsuha, uma garota do interior do Japão, que leva uma vida bem tradicional, tipo de cidade pequena mesmo. E Taki, um estudante do ensino médio, que vive em Tóquio e tem uma vida toda agitada de cidade grande. Então imaginem aí que loucura vai ser essa troca de vidas.
A animação é lindíssima. E é muito bacana conhecer um pouco da cultura do Japão, tradicional e moderno. Mitsuha e Taki vão acabar criando um sistema/ algumas regras para poderem levar da melhor maneira possível essa troca. E, claro, para que um possa ajudar o outro. É bem legal acompanhar isso porque eles são muito diferentes e quando eles trocam de mundo, digamos assim, é bem visível isso para amigos e alguns familiares (tipo, há algo de estranho nesse garoto/garota), mas ninguém sabe explicar.
É um anime de ficção científica, outro recurso utilizado é a volta no tempo. Então tem umas idas e vindas interessantes.

Só que através disso tudo, o Makoto Shinkai (um cara super top aí no Japão e fera nas animações pelo que pude ver quando fui pesquisar. Já tenho uma lista de outras animações/filmes dele pra ver), vai nos falar e nos fazer pensar sobre relacionamentos afetivos de vários tipos. Se colocar no lugar do outro. Fazer a diferença na vida de alguém.

Os nossos personagens que são super cativantes – impossível não se encantar e torcer por eles – ficam dizendo que estão a procurando algo. E nós às vezes passamos boa parte da vida procurando algo, nem sabemos o que é, mas estamos procurando e com isso esquecemos do agora, né? E o lance é que tudo passa, tudo muda de uma hora pra outra pro bem ou pro mal.

Anime lindíssimo. Vale super a pena ver. E chegou ao catálogo da Netflix!

Espalhe “CINELOG#2 – Your Name e Power Rangers” por aí! 😉

CINELOG #1 – 3 filmes bons de 2017

 

Como nossos pais

Lançado em agosto de 2017 com roteiro e direção de Laís Bodanzky (Bicho de sete cabeças), Como nossos pais tem no elenco Maria Ribeiro, Paulinho Vilhena e Clarisse Abujamra.
A personagem principal é a Rosa, vivida por Maria Ribeiro. Através dessa personagem, o filme faz a gente pensar os papéis que a sociedade capitalista e patriarcal estabeleceu para a mulher. A Rosa sonha em ser dramaturga mas escreve textos publicitários. Cuida de duas meninas (uma pré-adolescente), lida com os segredos e problemas da mãe e as fantasias do pai. Ela tem marido e irmão. Mas Rosa não tem ajuda de nenhum dos dois. A gente percebe que não é porque ela deseja ser a supermulher, mas porque ela precisa dar conta de tudo. Do contrário, a vida de todos ao seu redor vai parar.
A gente percebe uma ansiedade e frustração. Rosa quer mais do que estão oferecendo. Ela não quer largar tudo e sair correndo. Até tem vontade, mas não faz. No meio do caos, da opressão, ela quer diálogo, quer espaço. Ela quer alguém parceiro para cuidar da casa e da família, quer viver seus sonhos, quer sexo, quer ser feliz. E ela não está pedindo nada demais.

O Castelo de vidro

Filme baseado no livro de mesmo nome da escritora Jeannette Walls que traz memórias da infância e vida da autora junto com sua família considerada disfuncional.
No filme nós temos essa família formada por um pai sonhador e alcoólatra, uma mãe artista e 4 crianças. O pai tem um lema que é “vivendo que se aprende”. Ele não acredita em educação convencional, em empregos formais e tenta levar uma vida longe do consumismo, e dos padrões comuns que vivemos na sociedade. A princípio isso pode até ser legal, mas na verdade, esse pai é uma figura autoritária em boa parte do tempo e que quer impor aos filhos o seu modo de viver. É um personagem extremamente irritante, me senti sufocada várias vezes vendo o comportamento dele com a mulher e os filhos. E ver crianças sendo privadas de boa educação, da convivência com amigos é de cortar o coração. A personagem que mais se destaca é justamente a Jeannette e seu relacionamento com o pai, ela sempre vai questioná-lo e enfrentá-lo de algum modo. Além de ser a pessoa que vai chegar pros irmãos e falar: ó, nossos pais sãos loucos e a gente precisa ficar sempre juntos para conseguir algo na vida.
É um filme um pouco longo, acho que deveria ser mais curto. E passei o tempo inteiro revoltada com o pai, mas o final é emocionante. Castelo de vidro é um drama familiar que acima de tudo vai falar sobre o perdão, sobre enfrentar os fantasmas do passado para seguir em frente.

Get Out

É um filmes de suspense/terror que vai falar sobre racismo. É a forma mais sensacional que eu vi nos últimos tempos para tratar do tema. Filme super inteligente e que prende do início ao fim. Chris é um jovem negro que vai viajar com sua namorada branca Rose para conhecer a família dela. Aparentemente a família não sabe que ele é negro. Chegando lá, a família parece lidar com o fato de Chris ser negro de uma maneira ok, mas a gente percebe que há sim estranhamento e Chris também. É uma família que tem empregados negros, que diz que votaria novamente no Obama, mas dá pra perceber um certo fetiche em relação ao negro, curiosidade, e, óbvio, preconceito.
Não posso falar muito pra não dar spoiler. Mas Get Out é um filme pra rir, tomar uns sustos, e ficar com aquela ansiedade boa que os filmes de suspense dão, sabe? E claro nos faz pensar sobre a questão do racismo.

Espalhe “CINELOG #1 – 3 filmes bons de 2017 por aí!” 😉

Os favoritos de 2017

2017 foi bem complicado, mas aqui estou trabalhando sempre com a ideia de tirar coisas boas de tudo. Então nada melhor do que selecionar os favoritos do ano nas categorias livros, filmes/documentários, séries e músicas, que aliás são “lugares para onde corro” quando o bicho está pegando. Porque não há nada melhor para fugir do caos (interno e externo) do que um sofá e um bom livro/filme/série.

LIVROS

Li no total 41 livros (18 – leia mulheres | 20 – leia brasileiros | 4 – letras da Bahia | 2 – Amando Jorge). Foi difícil escolher mas acabei fazendo dois TOP 3, um de ficção e outro de não-ficção. Confira no vídeo quais foram as leituras favoritas de 2017.

E as metas literárias de 2018? Olha, eu cansei de me iludir com metas literárias. Não fiz lista de livros pro ano novo, mas continuo firme e forte com meus projetos (que já são muitos). Com base neles vou escolher as leituras do mês, além de ter os livros para o Clube do Livro Alagoinhas e Pacto Literário. Sempre coloco a leitura da vez no Instagram, então me segue por lá pra não perder. Mas para 2018 vou começar a fazer uma série de vídeos chamada Na Cabeceira em que pretendo mostrar quais são as leituras em andamento e os livros novos. Vai sair no canal e será publicado no blog também.

FILMES

Eu comecei o ano fazendo uma maratona pro Oscar, mas depois parei de ver filmes regularmente. Sabe quantas vezes eu fui no cinema? UMA! Fui ver Mulher Maravilha. Pensei que no final ia dar um número baixo, mas até que foi ok. Vi 43, sendo que 7 foram documentários. Consegui dividir os favoritos em TOP 5 Filmes, TOP 3 Docs e Filmes Marcantes (só mais uma categoria pra poder incluir uns filmes rs).

TOP 5 Filmes
Your Name (em breve opinião no blog)

TOP 3 DOCS

FILMES MARCANTES

Logan: filme de despedida do Hugh Jackman do personagem Wolverine. Ele vai ser sempre o Wolverine pra mim!

Mulher Maravilha: ela finalmente ganhou um filme para chamar de seu. E só por isso ele merece todo o destaque por aqui!

E as metas pra 2018? Quero ir mais ao cinema! Além de fazer três projetos #1FilmeporSemana, #1DocporSemana e #52FilmsByWomen. Continuarei com os posts únicos para os filmes mais marcantes, mas farei um diário de filmes que estou chamando de CineLog, a cada dois ou três filmes vistos, faço um vídeo.

SÉRIES

Meu vício maior! Vi tanta série bacana mas sei que deixei de ver tantas outras. No total foram 22.

TOP 6

Godless (em breve opinião no blog)

SÉRIE MARCANTE
Foi meu ano de despedida de Downton Abbey depois de seis lindas temporadas. Eu nem sei explicar o tanto que me apeguei a família Crawley. O quanto fiquei feliz com o desenvolvimento dos meus personagens favoritos: Matthew, Mary e Edith. E estou super empolgada com o filme que começa a ser produzido em 2018.

E 2018? Eu quero finalizar algumas séries (The Vampire Diaries, Gossip Girl, True Blood) e voltar a ver minhas séries policiais favoritas (Chicago Fire, Chicago P.D., Law & Order SVU e Criminal Minds). Além de ver as super faladas em 2017 que não vi: This is us, Big Little Lies e The Handmaid’s Tale. E farei um diário de séries também, o Seriando – a cada 2 ou 3 séries vistas, faço um vídeo. Mas manterei os posts únicos das mais marcantes.

MÚSICA

 De acordo com o Spotify, eu passei 2017 ouvindo Silva. E tudo isso por causa do álbum Silva canta Marisa. O cantor fez uma releitura de grandes sucessos da Marisa e eu amei. Um outro cantor que ouvi muito foi o Johnny Hooker e seu novo álbum Coração, também conhecido como a bíblia sagrada.

ORGANIZAÇÃO

DIGITAL
PAPEL

E por aí, o que mais marcou o seu ano de 2017?

Desejo um 2018 maravilhoso! Que a gente consiga tirar projetos/sonhos do papel e ser aquilo que a gente sempre quis ser.
bjão! 😉

Espalhe “Os favoritos de 2017” por aí!

As Rosas estão exaustas

Não, não estou falando da flor rosa. As Rosas que estão exaustas são as mulheres. Na verdade, a Rosa que inspirou o título é a personagem do filme Como nossos pais, lançado em agosto com roteiro e direção de Laís Bodanzky (Bicho de sete cabeças). Continue lendo