Quem já viu as minhas melhores leituras de 2019 sabe que livros de teoria feminista fizeram meu ano. Além disso, quem me acompanhou durante 2019, sabe também que eu estava iniciando os estudos no mestrado. Sendo assim, filmes e séries foram minhas fugas das teorias e das leituras.

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Antes de compartilhar os melhores filmes e séries de 2019, vou fazer um balanço geral:

36 séries assistidas  – sem contar as temporadas porque, por exemplo, eu vi as 10 temporadas de Smallville e revi Lost 

32 filmes assistidos 

Quando eu chegava cansada da faculdade, ou estava cansada de tanto estudar, me jogava no sofá e dava no play na Netflix, Amazon Prime, HBO GO. Realmente esses momentos foram de fuga e descanso da mente. Vi muita besteira, séries que não demandam tanta atenção, filmes de super-heróis (que eu amo), agora vou compartilhar apenas aqueles que eu julgo muito interessante e que acredito que você deveria ver também.

 

ONE DAY AT A TIME (NETFLIX)

Eu amo muito essa série por conta de toda a diversidade que ela apresenta e por sempre tratar temas sociais com afeto e humor. Confira minha opinião no post One day at a time – humor e afeto para conscientizar .

O CONTO DA AIA (GLOBOPLAY E HULU)

Finalmente vi essa série e li o livro. Fortíssima. Gostei demais.

Em boa parte senti nojo, repulsa, por tudo que estava acontecendo. E eu ainda não sei se verei as próximas temporadas. 

ELA QUER TUDO (NETFLIX) 

A segunda temporada é uma obra de arte. Boa música, celebração e honra da memória e cultura de personalidades negras e latinas. Mais crítica social e política ácida. No meio disso tudo, vemos Nola tentando se conectar consigo mesma, após o fim de quatro relacionamentos e em busca do seu propósito como artista.

Escrevi a crônica “Individualizar desejos” inspirada na segunda temporada da série – leia aqui.

WATCHMEN (HBO)

Melhor surpresa do ano. Não esperava e não estava preparada. Até porque eu conhecia muito de longe a história criada por Alan Moore. Nunca li o quadrinho, mas tinha vontade de ver o filme. Quando começaram a surgir comentários positivos sobre a série, pensei que seria um bom momento para conhecer a história. Vi o filme e depois comecei a série. Gosto muito de histórias de super-heróis. Só em 2019, eu vi 6 séries e 8 filmes com a temática. Então, sem dúvidas, uma narrativa em que existe uma realidade paralela onde os super são tratados como criminosos me interessa e muito. Watchmen é uma obra de arte em todos os sentidos. Terminei com vontade de começar a ver tudo de novo. E, claro, ler a HQ. 

Séries para maratonar: Lúcifer e Blindspot. Duas séries super viciantes. Então se você está querendo ver o dia amanhecer, veja Lúcifer e Blindspot. 

 

 

SE A RUA BEALE FALASSE

Uma história de amor interrompida pelo racismo estrutural. Que filme forte e ao mesmo tempo delicado. Impossível não pensar que histórias como essa acontecem todos os dias. Casais precisam se separar fisicamente, famílias são destruídas, filhos são privados da convivência com os pais por conta do racismo que existe na nossa sociedade. Preciso ler o livro. E conhecer mais obras de James Baldwin (autor do livro que foi adaptado para o cinema). 

O ÓDIO QUE VOCÊ SEMEIA 

Desidratei assistindo esse filme. Além de falar sobre racismo estrutural e criticar abertamente a polícia racista, nos diz para usar a nossa voz, o nosso espaço (seja lá qual for), as nossas armas (escrita, música, discurso) contra o racismo, a violência, as desigualdades.

 

CORINGA

Difícil falar de Coringa, sem falar da atuação magnífica de Joaquin Phoenix. O que mais gosto nesse filme é a crítica que ele faz a nossa sociedade cada vez mais excludente e individualista, através de Arthur Fleck, personagem que é marginalizado por sua condição social e médica. 

 

BACURAU

Você já viu Bacurau? Veja logo Bacurau! – essas duas frases me perseguiram até o dia em que Bacurau entrou no Google Play e eu finalmente vi o filme. Assisti com minha mãe e foi um momento interessante demais. Ela não costuma ver produções violentas, criminais, por exemplos. E a reação dela quando os créditos começaram a subir foi: é um filme forte, viu…

E, sim, é um filme muito forte. Um filme sobre sobrevivência e não sobre vidas e viventes. Há ali uma guerra que é tentar continuar vivo em um mundo onde a necropolítica, a política da morte, é a lei vigente. Cinema brasileiro está de parabéns! 

 

DOCUMENTÁRIOS

Libertem Angela Davis 

Documentário maravilhoso para conhecer um pouco mais dessa importante ativista como também para saber como o Estado pode criar (e cria constantemente) inimigos imaginários. 

Brené Brown – o chamado à coragem

Em abril, estreou na Netflix, o documentário Brené Brown – O chamado à coragem. Além de pesquisar o tema vulnerabilidade há anos, Brené é uma excelente contadora de histórias. A palestra traz pequenos contos para ilustrar a importância da vulnerabilidade na vida das pessoas. Fiz a crônica “A dúvida dói mais que o fracasso?” inspirada no documentário – confira aqui.

Esses foram os melhores do ano em filmes e séries. Confira também as melhores leituras de 2019! E vamos conversar, o que você viu de bom no último ano?

Bons filmes e séries em 2020!

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