Crônicas

#Rio2016 Sambamos na cara do mundo

No início da semana quando a rede social do Mark perguntou se eu estava animada com os jogos olímpicos, eu respondi no Twitter fazendo aquela zoeira de que não sabia nem quando seria abertura. Por aí já concluímos minha empolgação. E na real fiquei chateada comigo por não me empolgar com as olimpíadas porque esporte é algo que eu gosto e já sonhei pra minha vida na época de adolescente.

As bagagens da vida

Cada pessoa tem o que chamamos de bagagens da vida. São suas experiências, frustrações, alegrias, desejos, conquistas. E algumas pesam mais do que outras. A gente também costuma dizer que quando há qualquer tipo de relacionamento, devemos dividir os pesos da vida. Mas quais pesos? Se você entrou na vida da pessoa agora porque você deve se sentir responsável pelo peso da bagagem dela?

Rolé em Salvador #1

Durante dois anos, para chegar no trabalho, eu passava por locais cheios de história sobre a primeira capital do Brasil, Salvador. O centro histórico e a cidade baixa respiram memória e cada canto tem algo para nos dizer. Todo dia era um sufoco para chegar no serviço mas como boa aprendiz do eterno poeta Manoel de Barros e do escritor Jorge Amado, eu aprendi a transver tudo e apreciar essa beleza histórica da cidade da Baía de Todos-os-Santos.

Metrô Poesia

Passei alguns anos da minha vida digital no Tumblr. Adorava aquele espaço onde tudo era/é poético, bonito, inspirador. E foi lá que encontrei uma frase do Manoel de Barros que mudou minha vida, sem exagero, e me tornou fã do poeta. O trecho era do poema As lições de R. Q. que diz assim:

Conexión… ¡Te quiero Argentina!

Determinar porque se está no lugar onde se encontra e fazendo as coisas que faz só deve ser fácil para aquele que sempre soube o que queria ser, se é que este ser humano existe.

(Manuel Diaz1)

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A finitude e imperfeição do ser humano se configuram na força motriz que o faz estar em constante situação de inquietação, buscas, descobertas… A priori, esse impulso/desejo visa tão somente satisfazer os anelos do nosso ego. Saciar os instintos primários. Enfrentar os medos. Transpor limites e barreiras… Desafiar o desafio… Transgredir!

É querer ir para aonde não nos é permitido ou simplesmente fazer o que é proibido – tal qual, quando por volta de pouco mais de um ano de idade, somos tentados a colocar o dedo nas tomadas.

Assim, viajar, ou correr mundo a fora – como se costuma dizer no popular –, torna-se um dos primeiros anseios de muitas pessoas. A busca pela sensação de liberdade. O gozo por desbravar o até então desconhecido. A adrenalina de ir além dos limites, sejam eles físico ou psíquico-emocional. Não importa a distância. O valor real está no que o ato em si simboliza.

Sonhador por natureza, sempre desejei transpor os limites geofísicos das minhas redomas. Às vezes como roteiro de fuga, física e/ou emocional; outras, tão somente pelo prazer das possibilidades, devaneios e aventuras. E como bom sonhador, desbravei mares e oceanos, realizei safáris e desfrutei de cada uma das maravilhas espalhadas no velho continente. E, de andarilho a executivo, vivi de quase tudo um pouco. Tudo o que a imaginação pudesse alcançar… Mas as Américas, apesar de tão próximas, ainda permaneciam sombreadas [e bloqueadas] no meu mapa de escoteiro desbravador.

Vícios solitários

Experimente organizar um dia inteiro para você. Não estou falando apenas de momentos de beleza e cuidados com o corpo, mas um momento de intimidade e sossego. Ir para cozinha e fazer algo especial pensando apenas no seu gosto, com bastante pimenta ou tempero. Escolher um vinho que não combina com a comida, mas é o preferido. Ouvir aquele CD brega que seus amigos não curtem, porém é um dos favoritos e te traz boas lembranças.

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