“Agendar a vida”

Gosto sempre de ler algum livro de desenvolvimento pessoal. Muita gente deixa esse tipo de conteúdo de lado porque considera autoajuda e tem preconceito com a categoria. Mas, por experiência própria, sei que no meio de algumas receitas milagrosas há sempre aqueles livros que se destacam e trazem mensagens e dicas interessantes.Continue lendo

autocrítica feminista e bell hooks

Gloria Jean Watkins, mais conhecida como bell hooks, é uma importante teórica feminista e autora afro-americana. O pseudônimo é uma homenagem à avó materna e para justificar a grafia em minúsculo a escritora diz que o mais importante em meus livros é a substância e não quem sou eu”.Continue lendo

Mulheres no Cangaço

Quem era Maria, sem ser a Bonita, sem ser a personagem do imaginário popular?

Maria Bonita era/é um produto da indústria do entretenimento. Maria de Déa era uma mulher comum, nos anos 1920, que não seguiu o destino esperado por sua família e a sociedade do interior da Bahia. Ainda casada, se apaixonou por Virgulino Pereira, o Lampião, e foi viver com ele pelo sertão nordestino. Foi a primeira e única mulher que escolheu viver entre os cangaceiros. Todas as outras não tiveram a opção de escolha.

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É tempo de arrumar o guarda-roupa

Em um mundo acelerado como esse, em que 24 horas não são suficientes para riscar todos os itens da nossa lista de afazeres. Em que o tempo passa tão depressa que não dá nem para perceber o início das estações. A rotina atropela e a gente vai vivendo e acumulando coisas, pessoas, sentimentos.

Tem uma hora que a gente olha para o quarto e está lá um monte de roupa amontoada, bolsas reviradas, sapatos pelos cantos. Se isso te incomoda? Claro que sim. Mas cadê o tempo para arrumar? Entre responder um e-mail de um projeto novo e arrumar as roupas, você prefere responder o e-mail e ainda joga o casaco por cima da pilha de roupas.
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Leitura é o meu movimento

No início de dezembro, o Clube do Livro Alagoinhas, projeto de incentivo à leitura em Alagoinhas e região, realizou o I Escambo de Livros durante a Semana de Arte e Cultura do Litoral Norte e Agreste Baiano. A proposta é bem simples: trocar um livro por outro. Mas o significado dessa troca é enorme. E não existe apenas um. Continue lendo

Paixão pela possibilidade

Eu sigo alguns perfis nas redes sociais que incluo nas categorias motivação e inspiração. Geralmente são perfis voltados para espiritualidade e, claro, livros. Entre os perfis literários inspiradores tem o “Desculpe a poeira”, Instagram de um sebo que fica em São Paulo. Nunca fui lá, mas tenho muita vontade de ir e conhecer por conta da curadoria de citações que eles fazem diariamente nas redes sociais. Não sei dizer quem é o olhar por trás da curadoria, mas esse olhar é quase sempre certeiro, amigável, reconfortante, crítico e instigante.

Essa semana eles publicaram um trecho que está no livro “O princípio esperança”, de Ernst Bloch:

“Se eu pudesse desejar algo para mim, não desejaria riqueza nem poder, mas a paixão da possibilidade; desejaria apenas um olho, que eternamente jovem, ardesse de desejo de ver a possibilidade.”

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Parada imaginada

tranquila ela dormia.
cansada?
sisuda.

chinelo do lado. do jeito que chegou ficou. se ajeitou, se recostou, dormiu?
quanto tempo de espera?
quanto tempo de sono?
quanto tempo de ida e de volta?
quanto tempo de vida?
marcas do tempo ou marcas da vida?
espera o tempo passar ou espera a vida passar?

que mania essa de imaginar a vida de quem só dorme esperando a próxima partida.

e esse rapaz, quem será? filho dela?
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“Não existe isso no Brasil”

Em plena segunda-feira, após quatro horas de chá de espera, chamaram meu nome e entrei no consultório do cardiologista. Já estava meio tensa e curiosa para saber como andava o meu coração, que não é tão velho de guerra assim, mas já está um pouco cansado.

– Está tudo bem, dona Jeniffer. Não vejo nada demais aqui. Vamos cuidar da alimentação, tomar sol, tentar relaxar mais. Vou passar algumas vitaminas.
– Ah, que bom!
– E, como vai a crítica cultural? O que é mesmo que está pesquisando?

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Entre o ON e o OFF

Hoje acordei com a ideia de ter um day-off, ou seja, ia ficar longe das redes sociais, do celular, e me dedicar a outras atividades. A necessidade veio por conta de três fatores: meu Twitter continua monotemático (política); preciso dar conta de uma pilha de apostilas que está aqui do lado; e me questionei: tenho a necessidade de ficar compartilhando a cada hora minha vida nos stories do Instagram e de checar a vida dos outros a cada momento?Continue lendo