“Com amor, Simon” e a pressão para “sair do armário”

Por que só gay precisa se assumir?

Esse é um questionamento feito pelo protagonista do filme “Com amor, Simon” que estreia no Brasil no dia 5 de abril. O longa é inspirado no livro de grande sucesso da autora estadunidense Becky Albertalli, “Simon vs. a agenda Homo Sapiens” (2015).

Simon (Nick Robinson) é um adolescente de dezesseis anos que tem uma vida normal e feliz ao lado da sua família perfeita e amigos, mas ele esconde um segredo: sua homossexualidade. Com o desejo de manter sua orientação sexual longe dos corredores da escola e dos blogs, Simon vai adiando como pode a sua “saída do armário”. Na verdade, ele até acredita que não precisa fazer isso e levanta um questionamento interessante: por que só gay precisa se assumir?

Acontece que o segredo de Simon será usado contra ele. Tudo começa através de uma troca de e-mails com um rapaz de apelido Blue e que está passando por uma fase similar. Essas correspondências  foram descobertas por Martin (Logan Miller I), colega da escola, que passa a chantageá-lo. Para manter “a porta do armário fechado”, não só a sua, mas a de Blue também, Simon cede à chantagem e começa a fazer tudo que Martin quer, isso o faz perder amigos e entrar em muitas confusões.

De forma leve, e com muita sensibilidade, o filme nos faz pensar sobre essa pressão que existe na sociedade para que o gay assuma sua orientação sexual. Simon não queria se assumir porque achava que aquele não era o momento e também não queria fazer disso um grande acontecimento, queria que fosse algo normal. E aqui o longa ironiza e ilustra como seria se os heterossexuais precisassem se assumir.

Uma das cenas mais interessantes para mim é quando Simon diz para sua família, após se assumir: ainda sou eu. É um recado para tantos outros jovens e suas famílias que passam por situações semelhantes fora da tela do cinema. Simon ainda é Simon. A sua orientação sexual não o define totalmente, é apenas parte de quem ele é.

“Com amor, Simon” é um filme para todo mundo ver. Emociona por falar de aceitação, respeito ao próximo e, é claro, amor.

Conteúdo em vídeo:

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Comentários 2

  • Vy

    21 de Março de 2018

    Responder

    Queria ver mais esse filme antes… De descobrir o fandom que fica jogando essa história contra Call me by your name >.< Eventualmente acho que vou acabar indo ver, mas espero que longe dessa galerinha que não entende que as duas histórias são importantes!

    • Jeniffer Geraldine

      21 de Março de 2018

      Responder

      Vy, o mais importante é o que vc pensa. Deixa o fandom pra lá.
      Os dois filmes são essenciais. Vi e amei os dois.
      bjão

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