Como eu era antes de você – Jojo Moyes

Ganhei o livro Como eu era antes de você (Intrínseca, 2013) tem uns dois anos e confesso, antes de explicar a minha indicação e falar um pouco da história, que a capa é bem feinha e não me instigou a leitura. Mas aí fui dar uma chance para Louisa Clarck, a personagem principal, de 26 anos, que tem uma vida bem normal: garçonete, um namorado, não ganha muito e ainda tem que ajudar nas despesas da família… Até que um dia o café, no qual ela trabalha, fecha as portas e Louisa se vê obrigada a procurar outro emprego e é aí minha gente, nesse ponto chave de uma boa história, que o romance se desenvolve.Continue lendo

Perdão, Leonard Peacock – Matthew Quick

Quando comprei esse livro, preciso confessar que foram por dois motivos: O título, que achei instigante. E pelo filme, O lado bom da Vida, baseado no livro de mesmo título. Adoro histórias com personagens centrais problemáticos e aí com esse título, Perdão, Leonard Peacok, tinha tudo para ser uma ótima leitura.

Devorei o livro em um dia. Em apenas algumas horinhas, eu mergulhei sem volta na história de Leornad Peacock que, no dia do seu aniversário, nos conta que irá assassinar o seu ex-melhor amigo e depois se matar. Louco, não?! Bem mórbido e muito, mas muito interessante. Matthew Quick tem o dom de te prender nesse livro que é uma coisa de louco e ao te dar, já no primeiro capítulo essa espécie de tiro que é Leornad contando que irá matar uma pessoa e se matar, você fica tipo: Que zorra é essa?! Que livro é esse? O que irá acontecer com essa história?!Continue lendo

Três livros fofos para o dia dos namorados

“Aquele livro é tão fofo. Dá vontade de sair abraçando os personagens!”.

Você já ouviu isso de alguém que terminou de ler algum livro? Eu já e é exatamente com essa frase que começo a publicação de hoje, para o SNT #2 “O amor está no ar!”, sobre três livros fofos para você ler, se apaixonar e ter essa vontade louca, ao terminar a leitura, de abraçar os personagens.

Mas antes de começar, preciso dizer que os livros são infantojuvenil, ou seja, são livros para adolescentes. Mas antes de qualquer julgamento, preciso ressaltar que são livros ótimos. A leitura de John Green e David Levithan é tão leve, fácil e atrativa, que não tem como você não se envolver com a história. E para quem nunca leu nenhum livro desses dois autores, leia um desses três da lista. Tenho certeza que vai adorar!Continue lendo

Você dançaria comigo mais uma vez?

ao som de: Los Hermanos – Mais uma canção

Eu queria te dizer tantas coisas, sabe? Sei que você sabe e eu sei que não deveria fazer perguntas retóricas. Mas é que assim que começo a pensar em você, começo a me perder.

E eu queria dizer que eu sei que fui eu que errei da última vez. Não errar, errar. Mas fui eu que fechei a porta na sua cara e disse: Não precisa mais voltar, estou machucado e não quero mais viver assim. Tolo? Precipitado? Infantil? Talvez uma dose de tudo misturada com o cansaço de como as coisas estavam e uma dose de uma vida atribulada.Continue lendo

Welcome to the era of virtual relationships

Quando seremos uma cidade sem fios. Quem será que foram os gênios que taparam os rios com prédios e o céu com cabos? Tantos quilômetros de cabos servem para nos unir ou nos manter afastados? Cada um em seu lugar. A telefonia celular invadiu o mundo com a promessa de te deixar conectado sempre. Mensagens de texto. Uma nova linguagem adaptada para dez teclas que reduz nossas línguas mais belas a um vocabulário primitivo, limitado e sem cultura. O futuro está na fibra ótica e no céu limpo. Dentre tantas vantagens eles prometem que você vai conseguir ajustar a temperatura da sua casa mesmo estando no trabalho. É claro que eles já sabem que não tem ninguém te esperando com a casa quentinha. Bem vindo à era das relações virtuais.”

Medianeras, filme

A noite foi ótima. Rimos um tanto. Conversamos um pouco. O sexo não foi o melhor, mas também não foi o pior. Nossos corpos se adaptaram rapidamente ao primeiro contato e aliviamos o estresse da semana numa cama amarrotada de motel. Na hora da despedida demos um selinho, um até logo e um abraço meio sem jeito que já dizia o que iria acontecer depois dali: Eu não ligaria. Ele não me procuraria.

Havia sido um encontro casual. Uma noite de sexo sem maiores expectativas. Um match, algumas poucas mensagens e um tesão de um dia quente de verão.

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Carta amarela nunca enviada

“Quantos quase cabem num segundo?”.

Eu não sei por que estou escrevendo essa carta. Sei que nunca a enviarei para você. Talvez esteja escrevendo para ter coragem. Mas sei que não, isso não adiantará. Ou talvez esteja escrevendo para aceitar que você não sairá daí e que eu não sairei daqui e que seremos uma frase de uma música solta no universo em uma noite de sábado…  “Nada a ver ficar assim sonhando separado se no fundo a gente quer o dia a dia lado a lado. Eu não vou deixar você com esse medo de se aproximar. Pra ter um fim toda história um dia tem que começar… Então me diz por quê? Por que que um raio cai? Por que o sol se vai?” (Dia a dia, Lado a lado – Jeneci e Tulipa Ruiz)

Se nos musicassem, acho que hoje seríamos essa música de Tulipa Ruiz e Marcelo Jeneci. Seríamos raios que não caem duas vezes no mesmo lugar. Seríamos Lua e Sol. Marte e Júpiter. Uma vez na vida nos encontraríamos nessas voltas que o universo dá. Seríamos eclipse. Seríamos tempestade de meteoros. Seríamos se fossemos. Seríamos…Continue lendo

A nossa intimidade. Tão rara. Tão rarefeita…

Sabe o que eu mais gostava na gente? A nossa intimidade tão rara. Tão rarefeita… Tão cheia de sinceridades. Nunca escondemos nada um do outro. Eu sabia dos seus temores. Você sabia dos meus fantasmas. Eu sabia dos seus projetos que o levavam para longe de mim. Você sabia dos meus planos que te tiravam da minha rota.

Será que foi isso, a falta de mistério, que nos afastou? Você sabe né? O mistério está intrínseco nas relações amorosas. Quanto mais você esconde, mais dono do poder você é. Mas nós não precisávamos esconder nada um do outro. Mesmo sem verbalizar, sabíamos o que estávamos pensando. Mesmo nos dias em silêncio que ficávamos sem nos falar, sabíamos o delito ou deleite que queríamos cometer…

Eu sei. Nós sabíamos onde isso tudo nos levaria. Aqui? Assim, você aí e eu aqui? Não sei se tínhamos tanta certeza. Talvez ainda tivéssemos uma ponta de esperança. Mas por quê? Por que era raro não precisar se esconder atrás de uma máscara social. Não era preciso demonstrar estar sempre feliz. Não era preciso enganar. Não era preciso parecer melhor do que se era. Éramos eu e você com defeitos, traumas, medos, receios… E um coração que batia igual.Continue lendo

Com a força de um tsunami

Sempre fui de namorar. Já tive cinco namoros desde os meus 18 anos. Alguns duraram por longos meses e outros pelo tempo de um verão. Alguns passaram exatamente como um dia de sol, quentes pela corrente sanguínea, ardentes na pele e silenciosos em suas despedidas como o entardecer.

Mas de todos, existiram três que me arrebataram… Às vezes o amor é devastador. Parece uma onda gigante da qual a gente não consegue escapar. Apenas estamos lá, sentados à beira da praia, curtindo a vida e ele chega sem avisar, nos engole em seu ímpeto, nos revira de ponta cabeça, nos faz tropeçar, nos entorpece, nos embriaga, nos destrói com a força de um Tsunami.

Fui invadido algumas vezes por essa força além das minhas expectativas. Nunca estamos esperando uma onda nos engolir, revirar e ir embora. Nunca estamos esperando aquele amor do tipo destruidor, devorador, desconcertante, inquietante e imenso. Nunca estamos preparados para algo que nos tire do sério, nos tire do chão, nos sacuda, revire nosso estômago atrás de borboletas, inebrie nosso coração como o canto de uma Sereia.Continue lendo