Até a Sagrada Colina

Ser baiano é viver cercado por fé e cultura. Você pode até se manter distante de tudo isso, mas sempre haverá alguém próximo que vive intensamente a Bahia. Pessoas que não perdem uma festa religiosa, os ensaios de verão e andam quase 8 km até a Sagrada Colina para pedir proteção ao Senhor do Bonfim.

Sou baiana com orgulho. Adoro samba, pagode e axé. Visto branco dia de sexta, rezo para Santo Antônio, mas ainda não tinha ido até a sagrada colina no dia da Festa do Bonfim. E reza a lenda que todo baiano tem que fazer essa caminhada pelo menos uma vez na vida. No dia 15 de janeiro, coloquei um vestido branco e fui saudar o Senhor do Bonfim.Continue lendo

Estrutura do livro: Folha de guarda

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Lembro que uma vez passeando pela timeline do Twitter, a Juliana Gomes compartilhou o tumblr We heart endpapers e comentou algo mais ou menos assim: parece que esse pessoal também gosta de folha de guarda. Fiquei curiosa porque não me recordo de ver esse termo em nenhum lugar e por ser um link de tumblr, microblog que reina inspiração e coisa bacana, cliquei e entendi do que se tratava.

Primeiro, folha de guarda é uma parte do livro; Segundo, como eu não sei disso?; Terceiro, vamos resolver esse problema.Continue lendo

Desenhos minimalistas de autores

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O inglês Sean Ryan criou o projeto “Badly Drawn Authors” em que faz retratos minimalistas e divertidos de autores. O projeto já tem, pelo menos, 60 desenhos de escritores internacionais famosos no formato de cartão, com aproximadamente 12×17 cm, e verso na cor branca para que você possa presentear e escrever uma mensagem para um booklover. É possível comprar os cartões no site Etsy.

Apesar de não ter os desenhos em formato de pôster, podemos fazer uma decoração bacana colocando-os em molduras coloridas ou p&b em uma parede de escritório, biblioteca ou sala.

Biblioteca de Literaturas de Língua Portuguesa

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Biblioteca digital e gratuita com textos integrais de obras do Brasil e de Portugal desenvolvida pelo NUPILL– Núcleo de Pesquisa em Informática, Literatura e Linguística e o LAPESD – Laboratório de Pesquisa em Sistemas Distribuídos da Universidade Federal de Santa Catarina. Possui obras digitalizadas, assim como dados biobibliográficos dos autores brasileiros e portugueses. “Nosso acervo é uma rica fonte de pesquisa sobre história literária, sendo possível realizar pesquisas a respeito dos autores, das obras publicadas, datas de publicação, editoras, gênero das obras, entre outras”.

Para ter acesso não precisa fazer cadastro, mas se o fizer poderá criar anotações nas obras lidas e também ler as de outros usuários.

>> Acesse: Biblioteca de Literaturas de Língua Portuguesa

Frases do livro Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios

Frases do livro Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios

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O segredo, dizia Chang, o china da loja, não é descobrir o que as pessoas escondem, e sim entender o que elas mostram.

Marçal Aquino

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Travessuras da menina má – Mario Vargas Llosa

Em Travessuras da menina má, Mario Vargas Llosa nos apresenta Ricardo Somocurcio, um peruano que tem como sonho de vida morar em Paris. Apenas isso. O que já nos mostra um pouco da personalidade dele, um cara simples e modesto. Na infância, Ricardo conhece e se apaixona por uma chilenita difícil de conquistar, Lily. São várias as tentativas de Ricardito em conquista-la, todas em vão. Mas a sua vida muda completamente a partir desse encontro.

Durante a leitura, conhecemos a Paris revolucionária dos anos 60; a Londres das drogas, da cultura hippie e do amor livre dos anos 70; a Tóquio dos grandes mafiosos dos anos 80; e a Madri em transição política dos anos 90. Enquanto, também, acompanhamos o reencontro, em cada um desses locais, entre Ricardito e sua chilenita que em cada local assume uma identidade.

A Menina Má é ambiciosa e aventureira. Gosta do luxo e para conseguir viver na riqueza se joga no mundo com vontade. Não se conforma com pouco e muito menos com a vida modesta de tradutor da UNESCO que Ricardito, o bom moço, leva em Paris. Ela queria o mundo enquanto ele queria apenas ela. Sua felicidade estaria completa em apenas viver ao lado da mulher que sempre desejou.Continue lendo

Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios – Marçal Aquino

Faz um bom tempo que tenho vontade de ler esse livro do Marçal Aquino. Considero o título – Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios – pura poesia. Impactante, forte! Me fez pensar inúmeras vezes do que se tratava, de quem seria os lindos lábios, de quem seria esse grande amor. Porque um título desse só pode falar de um grande amor.

O fotógrafo Cauby narra a história em primeira pessoa. Logo no início não sabemos ao certo o que ocorreu com ele, apenas que sofreu algum trauma grande em sua vida. Marçal Aquino nos leva até o Pará e nos conta sobre o amor vivido e sofrido pelo fotógrafo Cauby.Continue lendo

A probabilidade estatística do amor à primeira vista – Jennifer E. Smith

Depois de ler Eleanor & Park resolvi ler mais um livro YA. O escolhido foi “A probabilidade estatística do amor à primeira vista”, da escritora americana Jennifer E. Smith, lançado no Brasil pela Galera Record. O motivo da escolha é bem óbvio (risos), o título. Já faz um tempo que vi, achei bem interessante e logo imaginei que viria por aí uma história bem fofa e leve – a capa também ajuda a passar essa impressão.

Em “A probabilidade…” vamos conhecer Hadley, uma adolescente de 17 anos, que precisa ir para Londres ao casamento do pai com uma mulher que ela nem conhece direito mas já não suporta. O fato é que Hadley ainda não se acostumou com a ideia de que o pai tem uma nova vida longe dela e de sua mãe.

Na manhã que precisa pegar o voo tudo parece diferente e lento para Hadley e com isso, ela acaba se atrasando e perdendo o avião. Mas como dizem, há males que vem para o bem. Por conta desse atraso, ela conhece o britânico Oliver, um rapaz “alto e elegante, com os cabelos desarrumados, olhos verdes”, que vai sentar próximo a ela no voo. A viagem é longa e eles têm um bom tempo para conversar.Continue lendo

Laços de família – Clarice Lispector

Recentemente tive uma grande ressaca literária. As tentativas de iniciar leituras foram muitas e sem sucesso. Mas não queria passar o mês sem ler nada e comecei a buscar soluções para diminuir ou acabar de vez com a ressaca. Dentre as soluções, pensei em reencontrar uma velha amiga, Clarice Lispector. A última vez que li algo da escritora foi em 2011, o Clarice na cabeceira (crônicas).

O livro escolhido para nortear esse encontro foi Laços de Família, que reúne 13 contos publicados pela primeira vez em 1960 e que deu para Clarice o prêmio Jabuti de literatura em 1961.

Em Laços de Família, Clarice expõe de forma íntima o dia a dia das suas personagens. Qualquer pessoa veria a rotina de uma dona de casa como algo simples e banal, Clarice enxerga isso como algo profundo e complexo. Em cada conto, Lispector trata também dos laços que unem ou aprisionam as personagens aos seus familiares.

A escritora, sem dúvidas, nos faz pensar que nem tudo é sempre tão simples e raso. Há pequenos detalhes na rotina diária que pode trazer mudanças na vida, basta apenas, de vez em quando, ter um pouco mais de atenção ou se deixar levar pelo que pode fugir à regra. A realidade é sempre maior do que aquilo que se vê. E assim, Clarice me fez lembrar o trecho do poema “As lições de R. Q” do Manoel de Barros: “… é preciso transver o mundo”.Continue lendo