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Autor: Alan Nardi

Mineiro. Cruzeirense. Professor e historiador apaixonado por livros e quadrinhos.

[HQs que viraram filme] Kick-Ass: quebrando tudo

O título deste texto bem que poderia ser HQs de Mark Millar que viraram filme, pois seus quadrinhos parecem prontos para uma adaptação na telona. Fora Kick-Ass, vocês devem ter assistido O procurado, filme estrelado por Angelina Jolie e James McAvoy e Kingsman – Serviço Secreto com Colin Firth.

Lançado nos EUA, no final de 2008, Kick-Ass chegou ao Brasil em 2010 pela editora Panini em um encadernado que reuniu as edições 1 a 8 da revista Kick-Ass. O quadrinho é tão legal que me fez abandonar um resenha já programada e começasse a escrever sobre ele.

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O mundo de Aisha – Ugo Bertotti

O Iêmen é um país localizado ao sul da Península Arábica com uma população de aproximadamente 24 milhões de habitantes, com quase sua totalidade composta por muçulmanos. Muito rico culturalmente, sofre com a extrema pobreza, a corrupção e a guerra civil. Em meio a tais condições, a opressão e a violência contra as mulheres se destacam. Basta fazermos um busca rápida na internet para identificarmos uma variedade enorme de casos que deveriam trazer a mulher como vítima, mas que ao contrário, a apresentam como ré. Os casamentos precoces, o afastamento dos estudos, as prisões sem motivo e uso “recomendado” do niqab reafirmam esta realidade. É exatamente sobre a opressão feminina na região que a HQ O mundo de Aisha, lançada pela Editora Nemo em 2015, vai tratar.

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Parafusos – Ellen Forney

Hoje gostaria de falar com vocês sobre Parafusos, HQ autobiográfica da norte-americana Ellen Forney, lançada em 2014 no Brasil pela editora Martins Fontes. Estava na lista de desejados há algum tempo e assim que chegou por aqui foi devidamente devorado. A leitura me proporcionou uma experiência muito legal. Quadrinho inteligente, informativo, artístico e extremamente real. Obviamente um baita trabalho.

A capa é bonitinha e até infantil, mas o subtítulo já nos mostra o que teremos pela frente, um relato sobre mania, depressão, arte e a luta pessoal de Ellen Forney para se manter “estável”. Parafusos é basicamente um diário que se inicia quando Ellen é diagnosticada com transtorno bipolar. Esperava uma leitura ao estilo de A redoma de vidro, de Sylvia Plath, mas o quadrinho não é deprimente e pelo contrário, se encaminha para o humor, percorrendo assim, um caminho completamente diferente.

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Cicatrizes – David Small

Sabe quando você termina um livro e sente a necessidade de compartilhar a história com todo mundo? Então, isso aconteceu comigo quando acabei de ler a HQ Cicatrizes, do escritor e ilustrador norte-americano David Small, lançado aqui no Brasil pela Editora Leya, em 2010. Tinha pensando em “resenhar” outro quadrinho, mas nas primeiras páginas de leitura de Cicatrizes já sabia que iria escrever sobre ele. Trata-se de um quadrinho autobiográfico, no qual o autor retrata alguns momentos da sua infância e adolescência. A premissa parece simples e conhecemos outros quadrinhos autobiográficos, excelentes por sinal, mas a obra de David Small mexeu comigo. Me incomodou e deprimiu na medida certa. E ao chegar ao fim da história tive a certeza de que tinha lido uma p&%$# obra, que com toda certeza entrou para a minha lista de favoritos.

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[Livro & Filme] O Planeta dos Macacos

Olá amigos! Quando lemos um livro ou HQ que vai virar filme criamos uma expectativa exagerada em torno de sua produção e estreia. No entanto, quando o resultado não é aquele que imaginávamos, a primeira crítica é: o livro é muito melhor. Agora, o que acontece quando o processo se inverte? Quando lemos o livro que inspirou um filme que já gostamos. Pois então, isso ocorreu comigo e acredito que com a maioria dos leitores brasileiros ao ler a belíssima edição lançada pela editora Aleph, em 2015, de O Planeta dos Macacos, escrita pelo francês Pierre Boulle em 1963, a qual se baseou o clássico filme estrelado por Charlton Heston cinco anos depois. Não resisti e fiz minhas comparações do tipo “no livro isso, no livro aquilo”.

O filme é um clássico da ficção científica que devido ao sucesso gerou algumas continuações na década de 70, um filme em 2001 e uma trilogia recente com filmes lançados em 2011, 2014 e um previsto para 2017. Mas, a meu ver, o clássico de 1968 é insuperável. Nem sei quantas vezes assisti ao longo dos anos, mas a última, após a leitura do livro, foi especial.

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Batman – O longo Dia das Bruxas

Super Detetives no Subindo no Telhado? Nada melhor do que falar de um dos maiores, o Batman. Sim, o Morcegão é um baita detetive e diversas histórias ao longo dos seus 75 anos de existência estão aí para comprovar. Pra tentar te convencer, escolhi um arco clássico do Morcego, originalmente lançado em 1996/97 nos EUA, O longo Dia das Bruxas, que é roteirizado por Jeph Loeb e conta com a arte de Tim Sale. No Brasil, a Panini relançou a HQ (esgotada há tempos) este ano.

A obra foi lançada originalmente em 13 partes e posteriormente publicada em forma de encadernado. Escolhi essa história em especial por ter uma clássica abordagem investigativa. A trama se passa numa Gotham dominada pelo crime e controlada pelas famílias de mafiosos, que têm nas mãos diversas autoridades. Carmine Romano Falcone e Salvatore Maroni chefiam as principais famílias que no decorrer da história se confrontam pelo controle de Gotham. Enquanto Batman, o até então Capitão Gordon e o promotor público Harvey Dent se unem para transformar a cidade, um misterioso assassino batizado de Feriado inicia uma série de crimes que vai mexer com a vida de todos na metrópole. Me pareceu, com seu estilo noir, que O longo dia das bruxas se inspirou na saga da família Corleone, dos filmes O poderoso chefão. E este clima permeia toda a trama.

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Reze pelas mulheres roubadas – Jennifer Clement

Olá, amigos. Esta semana em particular, na qual o Subindo no Telhado aborda aspectos culturais da América Latina, senti uma certa dificuldade em escolher o livro a ser “resenhado”, e não pelo motivo óbvio, não gostar ou ter lido pouco sobre, mas exatamente o contrário, ter lido muita coisa boa e amar a literatura latino-americana. Sendo assim, optei por Reze pelas mulheres roubadas, escrito pela jornalista mexicana Jennifer Clement e lançado pela editora Rocco este ano.

A obra aborda, basicamente, a dura realidade enfrentada pelas mulheres mexicanas desde a infância até a idade adulta, em algumas localidades. A partir de diversas entrevistas com mulheres das regiões mais violentas do México a autora constrói a trama, que mexe com a gente do início ao fim. As primeiras páginas do livro são tão chocantes que parecem absurdas. O que dizer da primeira frase do livro: “Agora vamos deixar você feia, minha mãe disse”.

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Maus – Art Spiegelman

A palavra alemã Maus significa rato. Quando reli o quadrinho, publicado no Brasil pela Companhia das Letras em 2005, para escrever esta resenha não consegui tirar da cabeça uma propaganda nazista, divulgada na Alemanha durante a ascensão do Nazismo, que mostra um celeiro infestado de ratos e como solução para o controle da praga um recipiente com veneno; em seguida surgem na cena diversos judeus, aparentemente ricos, e a pergunta: como exterminamos uma praga? A resposta: um tubo de gás, o mesmo que mataria milhões de judeus durante a 2ª Guerra Mundial. A obra, premiada com um Pulitzer, narra a vida de Vladek Spiegelman, pai do autor Art Spiegelman, durante os piores momentos da política antissemita na Alemanha e nos países ocupados durante a Guerra. No quadrinho, os personagens são retratados como animais: os americanos são cachorros, os poloneses porcos, os nazistas gatos e os judeus ratos.

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Azul é a cor mais quente – Julie Maroh

Olá, amigos. O amor está no ar aqui no Subindo no Telhado e nada melhor do que apresentar um pouquinho da bela história de amor entre as jovens Clémentine e Emma, nesta excelente HQ que é Azul é a cor mais quente (Martins Fontes, 2013), da francesa Julie Maroh. Tomei conhecimento da obra em 2013 após a adaptação para o cinema, Blue is the warmest color, ganhar o Palma de Ouro, no Festival de Cannes,  e optei por ler o quadrinho primeiro. E que leitura fantástica realizei em janeiro deste ano. Após uma releitura para escrever esta resenha percebo que todos os elogios à história são merecidíssimos. A obra é excelente, desde o roteiro até a arte, e é uma das melhores hqs que li este ano. Não leu ainda? Bora tentar te convencer então … rs!

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Dois Irmãos – Fábio Moon e Gabriel Bá

Olá, amigos. Para estrear a coluna Hell’s Kitchen no blog Subindo no Telhado resolvi falar de algo para a semana “Leia Brasileiros” que tem consumido a maior parte das minhas leituras, os quadrinhos.

Venho lendo muita coisa, desde histórias clássicas de super heróis até obras mais “alternativas”, então nada melhor do que compartilhar minhas impressões sobre o excelente Dois Irmãos, dos gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá (Companhia das Letras, 2015). Os dois, vencedores do Prêmio Eisner pelo já consagrado, Daytripper, nos presenteiam com uma “adaptação” da obra do escritor manauara, também premiado, Milton Hatoum. Ainda não tive o prazer de ler o livro e estava planejando fazê-lo antes da leitura do quadrinho, mas não resisti. Então vamos lá.

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