A sabedoria e sensibilidade de Anne with an E

Em maio chegou ao catálogo da Netflix a série Anne with an E, baseada no livro Anne of Grenn Gables (1908), de Lucy Maud Montgomery. A série se passa, em 1890, na Ilha do Rei Eduardo, no Canadá, e é protagonizada por Anne (Amybeth McNulty), órfã de 13 anos, que depois de passar por vários lares adotivos finalmente terá um casa em Green Gables.

Anne vai morar na casa dos irmãos Cuthbert, Marilla e Matthew, dois idosos que vivem sozinhos há muitos anos. Mas antes do sonho da garota se realizar, ela leva um grande susto. Os irmãos Cuthbert, na verdade, queriam adotar um menino para ajudar Matthew na fazenda. Uma grande mal-entendido acontece e mandam Anne no lugar do garoto.

Só que a menina ruiva é encantadora, falante e sonhadora. Anne consegue enxergar beleza em tudo e tem o dom de fantasiar a realidade. De início podemos achar um pouco irritante e exagerado o jeito de ser da menina, mas com o tempo percebemos que Anne usa a fantasia para fugir da realidade cruel que viveu até os seus 13 anos. Ela desde cedo precisou trabalhar como criada na casa de grandes famílias e passou por experiências traumáticas para uma criança.

A amizade entre Daiana e Anne é uma das coisas mais lindas da série.

Daiana: Eu não acho que imaginação seja o meu forte.
Anne: Sério? Eu não sei o que eu faria sem a minha. A vida seria uma agonia. Uma grande agonia.
Daiana: Agonia?
Anne: É… Eu invento histórias o tempo todo.

Anne encontrou refúgio nos livros e na imaginação para seguir em frente e não se deixar entristecer por ser órfã. Assim se transformou em uma menina inteligente e sábia. Absorveu aprendizados dos momentos ruins que precisou suportar enquanto trabalhava. A sabedoria, inteligência e espontaneidade da menina conquistam os irmãos Cuthbert e toda vizinhança.

Às vezes é preciso deixarem amar você, Marilla.

Mas a série não fica apenas focada na vida de Anne e sua nova família. Através da protagonista, a produção vai tratar de temas como bullying, relações homoafetivas, igualdade de gênero, preconceito, adoção, e até a primeira menstruação de uma mulher, tema que era tabu na época (e que rendeu um dos episódios mais engraçados).

Anne é uma feminista. Diz que quer ser dona do próprio nariz. E através de vários diálogos, ela vai refletir sobre o papel da mulher. A sabedoria e sensibilidade de Anne with an E me cativaram. É o tipo de série que a gente assiste com um sorriso no canto da boca e os olhos marejados.

Espalhe “A sabedoria e sensibilidade de Anne with an E” por aí! 😉

6 Comentários

  1. Esse post com certeza me deixou na vontade de assistir essa série! E eu realmente não estava interessada muito nela, não. Amei saber mais um pouco da história e a forma como descrevestes Anne e sobre os temas que a série retrata, me interessaram muito. O jeitinho otimista e sonhador da menina ao passar por dificuldades me lembrou também a história do livro A Princesinha ><

    Beijos

    • Jeniffer Geraldine Reply

      Espero que goste, Jeni! E eu vou pegar A Princesinha pra ler também.
      Bjão

  2. Admito que assisti o trailer e a série não me chamou nem um pouco a atenção… mas ando vendo bastante elogios pra ela! E o post despertou uma pontinha de curiosidade em mim, principalmente por tocar em assuntos tabus, então quem sabe eu dou uma chance? ^^
    Um beijão,
    Gabs | likegabs.blogspot.com ❥

    • Jeniffer Geraldine Reply

      A série foi uma surpresa pra mim. Não dei atenção quando vi na lista de lançamentos mas gostei muito.
      Espero que goste também.
      Bjão

  3. Jeni, quando vi esse lançamento fiquei meio sem saber se iria assistir ou não. Porém tenho visto bos criticas por aí, e hoje mais uma. Já vou adicionar na minha listinha infinita da Netflix e ver assim que possível.
    Adorei tua resenha, beijão

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