Livros favoritos 2020 – Não-ficção

Dos 33 livros lidos em 2020, 25 foram da categoria não-ficção. Alguns assuntos reinaram por aqui como cultura e sociedade, feminismo, desenvolvimento pessoal.

Escolhi 5 livros que, além de marcarem 2020, entraram para a lista que eu chamo de favoritos da vida.


MINIMALISMO DIGITAL – CAL NEWPORT

O livro do Newport traz muitas questões interessantes sobre o uso da tecnologia, inclusive pensando em diversos projetos que nos programam para um uso compulsivo das redes sociais digitais, caindo por terra a ideia da tecnologia neutra.


AS COISAS QUE VOCÊ SÓ VÊ QUANDO DESACELERA – HAEMIN SUNIM

Leitura realizada no início da pandemia e foi como um refúgio para mim. Haemin nos faz perceber que a vida com mais equilíbrio, escolhas mais solidárias com a gente mesmo e com os outros, nos faz ter menos medo do amanhã que virá.

A CRUEL PEDAGOGIA DO VÍRUS – BOAVENTURA DE SOUSA SANTOS

Uma leitura com linguagem mais acadêmica, porém super esclarecedora. Boaventura traz a ideia de que sempre vivemos em quarentena. Mulheres, deficientes, população em situação de rua, trabalhadores informais, trabalhadores de rua, moradores da periferia, os idosos, vivem em constante quarentena do capitalismo. O vírus nos ensina que nosso modo de viver atual é contrário da liberdade. E que vivemos cada vez mais reféns do capitalismo neoliberal em uma sociedade ainda extremamente colonial e patriarcal.


IDEIAS PARA ADIAR O FIM DO MUNDO – AILTON KRENAK

O livro que me apresentou Ailton Krenak. E foi a primeira leitura de 2020. Os textos apresentados no livro nos chamam atenção para o respeito à terra e às diferenças. O autor nos faz questionar: que humanidade é essa que para viver dizima o diferente e o mundo em que vive? Talvez adiemos o fim do mundo quando aceitarmos que não estamos sozinhos e que devemos reconhecer as diferenças sem hierarquias.

>> Veja também quais foram as melhores leituras de ficção

E você o que leu de bom em 2020?

E, desde já, boas leituras em 2021!

Compartilhe:
Escrito por Jeniffer Geraldine
jornalista, criadora de conteúdo, mestranda em crítica cultural